Brazilian Guitars: resgatando a história!

Sabe aquela guitarra encostada no porão da sua casa a décadas, escrito atrás do headstock de forma bem apagada "Made in Brazil"? Saiba que ela pode ter feito história! Vamos aqui relembrar as guitarras brazucas que fizeram história!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Fender Southern Cross – Parte 2

Olá. Hoje, a segunda parte da postagem sobre a Fender Southern Cross Series by Giannini. Escreverei os detalhes sobre essa linha. A maioria dos dados por Carlos Assale.

-Fabricante: Giannini, já na atual fábrica na cidade de Salto/SP
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Período de fabricação: 1992 a 1995
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Produção: 5 mil exemplares
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Custo no lançamento: R$ 350,00. Em 1994, houve o Plano Real e nossa moeda ficou paritária com o dólar norte-americano.
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Madeiras: corpo – cedro; braço e escala – pau-marfim
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Hardware: Não há nenhuma identificação específica.

-Escudo: vinham já montados principalmente da Coréia, principalmente da Cor-Tek (hoje Cort). Eles também fabricam os Mighty Mite e os EMG Select, portanto todos têm o mesmo DNA.
Escudo branco, captadores com os polos aparentes, knobs de plástico, tipo strato.
Cordas: .009
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Headstock:

Frente: logotipo Fender PRATEADO com margem preta, STRATOCASTER Made In Brazil, Southern Cross (com as cinco estrelinhas do Cruzeiro do Sul acima do "n") ou Squier Series
Traseira: MANUFACTURED UNDER LICENCE
FENDER MUSICAL INSTRUMENTS INC.
USA
CGC: 61.196.119/0001-76
*
As primeiras guitarras fabricadas no Brasil saíram com o selo "Squier". Posteriormente, foi criado o logo "Southern Cross ".
-Cores:
Vermelho metálico, Sunburst azul (Moonburst) e Preto
*
Portanto, não existem Fender SC de outras cores...
Versão canhota:
A única Fender Southern Cross foi feita especialmente para o guitarrista Edgar Scandurra.
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"30 moscas brancas": Há 30 Fenders Southern Cross com parte elétrica americana (escudo, chave e captadores). Isto se deu porque o fabricante coreano atrasou a entrega, e o Assale providenciou uma importação direto dos EUA.
-Potenciômetros:
CTS americanos.

*Quando a Giannini deixou de fabricar a Fender Stratocaster Southern Cross, devido ao "custo brasil" e ao altíssimo royalties pagos à matriz norte-americana, para não perder mercado, foi criada a Giannini Stratosonic e, posteriormente, a Supersonic, que eram semelhantes ou parecidas, mas não iguais.
É um equívoco afirmar que a Southern Cross e as stratos Giannini
são a mesma coisa, porque o headstock é diferente, o corpo é diferente, não seguem em nada o padrão das Fenders Southern Cross. O controle de qualidade das Fender era bastante rigoroso. Antes de o lote ser liberado para o mercado brasileiro, vinha um técnico norte-americano da Fender e examinava guitarra por guitarra, inclusive pesando cada uma, para ver se estava no padrão. Um outro detalhe é que a Fender Southern Cross, devido a madeira utilizada, é mais pesada do que as vendidas na época, fabricadas no México e nos EUA.

-Último lote: 1995

- Imagens:

*Headstocks (primeiro o ‘Squier Series’ e depois o ‘Southern Cross Series’):













* Cor preta:














* Cor moonburst:










* Cor vermelha:














Com esse post, é possível acabar com todos os mitos e lendas sobre a Southern Cross. Tirem suas próprias conclusões sobre essa série, que infelizmente durou tão pouco.

(Estarei viajando do dia 17 até o dia 24, não poderei postar nada nesse período)

Por: Flávio Marcel



39 comentários:

  1. Vou repetir o comentário feito na parte 1, é complicado esse negócio de royalties, o público alvo perde muito as vezes por serem inviáveis as coisas produzidas.
    Outra coisa é o Brasil invés de colaborar com as empresas brasileiras, aceitou as importções xing-ling com muita facilidade. Como diria Alborghetti: Isso é PUTARIA, PU-TA-RIA.

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  2. Olá amigo, só pra contar, os modelos Stratosonic e Supersonic não foram criados ápos a Fender SC, mas bem ates como explo no link a seguir: http://www.giannini.com.br/antigos_detalhe.asp?id=331 (Stratosonic) e http://www.giannini.com.br/antigos_detalhe.asp?id=323 (Supersonic) mas dessa ulyima existe relatos de 1967.

    Vlw

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  3. Eddie B. você está certo, em 95, após o término de produção da Fender Southern Cross, a Giannini relançou os modelos Stratosonic e Supersonic.

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  4. Boa noite a todos
    Tenho uma das versoes Fender made in brazil Squier Serie até hoje. Comprei-a em 1994. É uma boa guitarra.. apenas troquei o potenciometro uma unica vez e mudei o escudo de branco para azul madreperola.Ate o fim do ano farei a primeira gde modificação nela. Colocarei captadores dimarzio paf pro na ponte dois single Texas by fender e uma ponte floyd rose.
    Essa guitarra é realmente uma raridade.

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    1. Espero que vc não tenha colocado a floyd Rose.

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  5. Boa tarde, tenho uma Fender Giannini Southern Cross preta com espelho branco e está impecável, eu disse impecável... Eu vendo por R$ 2.000,00.
    Fone (51) 8509 1976, não aceito trocar e não baixo o preço !!!

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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  7. 30 moscas brancas... como saber se temos uma delas?

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    1. Elas têm um selo dentro do escudo identificando a origem nos EUA.

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  8. Southern Cross vale no maximo 1500, isso se a modificação for muito boa.. a minha troquei pintura (cor de madeira), escala (agora é rosewood), trastes/floyd/tarrachas com trava tudo da Gotho.. e captação TEX MEX trio..

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  9. Como saber se a Fender Brazuca tem a parte elétrica americana...? Simples: abra e verifique! Há em todas as partes que determinam o sistema elétrico a marca Fender. Bom, a minha tem. Portanto eu tenho umas das 30 moscas brancas.

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    1. As tais "môscas brancas" têm um sêlo de identificação de origem EUA dentro do escudo. Se a sua o tiver, é uma delas.

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  10. EM meados de 1993, tinha uma loja em minha cidade (Joinville - SC), que tinha pelo menos umas oito unidades de Southern Cross Fender, e ela iria mudar de seguimento (era uma loja de Som Imagem (revelação de fotos e instrumentos musicais) e mudou para consórcios de motos. A loja se chama KG e fica no centro da cidade. Nesta mudança, as guitarras entraram em promoção e foram vendidas por R$ 300,00. Evaporaram rapidinho. Eu tinha 16 anos na época, não trabalhava, só estudava e não consegui comprar. Eu lembro que eram todas na cor preta e azul.

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  11. Eu tenho uma dessas, em Joinville também. Pelas tarrachas dela, acho que é das primeiras, quando ainda se chamava Squier.
    Demorei pra descobrir o que tinha em mãos pois a comprei usada e algum dono antigo dela pintou a parte da frente do headstock e atrás apagou o UNDER LICENSE e o C.G.C. da Gianinni, pra fingir que era uma americana. Eu sempre tive dúvidas se ela realmente era uma Fender, e há uns dois meses atrás acabei descobrindo que era uma dessas brazucas!

    Enfim, como ganhei outra guitarra numa promoção, estou vendendo essa. Se alguém se interessar, entre em contato:

    rafaelbealmacedo@gmail.com

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  12. eu tenho uma moonburst, que por acaso se assemelha demais a esta da foto. O braço está com os mesmos pontos arranhados. Peguei ela usada, uns 13 anos atrás. Na epoca, paguei uns R$ 350,00 na guita. Modificada. Tem um Seymour JB na ponte. Gostaria de reforma-la, mas todo luthier p/ quem eu pergunto fala p/ eu jogar no lixo. Mas essa tem valor sentimental.

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  13. Jogar no lixo??? Tá brincando? Tenho uma preta e estou vendendo. Sou luthier e se quizer me enviar a guitarra reformo ela pra você. Procure saber sobre GML Luthier. Já tive uma vermelha com a logo squier e depois uma Azul, que desconheço o nome de moonburst, na época saia umas americanas dessa cor e se chamavam midnight blue, essa era uma das que tinha a parte elétrica americana com os potenciômetros CTS, e a chave americana, mas os captadores eram os cerâmicos do modelo standard, que hoje são fabricados no México.
    Gustavo Lage - (21) 9267-9487

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  15. eu gostaria de saber a medida do nut de uma southern cross em centimetros e milimetros ex:41.30 mm ou 42.85 mm. é por que eu vou comprar uma usada e vou por floyd rose

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  16. Estou pesquisando muito sobre essa guitarra inclusive abri a minha e notei q a captação dela é diferente d todas q ja vi.
    Ela é preta com o escudo preto (todas as pretas que vi e pelo que ja li vem com o escudo branco), embora seja uma modificação que qualquer um possa fazer eu achei o timbre dela muito bome por isso acho q fui sorteado com uma das 30 (:

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  17. Eu tive um exemplar na cor Moonburst. Já tive inúmeras stratos da Fender, entre mexicanas, japonesas e americanas. Me arrependo de ter vendido a minha made in brazil. Era super leve, mas com um timbre bem strato mesmo, melhor que muitas mexicanas atuais. Única coisa que não gostava nela eram trastes, muuito finos.

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  18. Saudações a todos!
    Eu tenho um violão nylon Fender Southern Cross, de 1995, conforme descrição interna. Não consigo informações sobre suas características de construção. Se alguém puder me ajudar, pois gostaria de fazer uma projeção sobre valor de mercado, comparando com violões atuais de outras marcas, com características similares (não que eu pretenda necessariamente vendê-lo).
    Qualquer informação, peço a gentileza de me enviar um email para alanito.boca@gmail.com
    Abraço a todos.

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  19. Tenho uma na cor preta e com certeza ela não é leve! rs

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  20. todo mundo fala que tem umas das 30 , pela minhas contas elas se multiplicaram e hoje são mais de 2000 mil . tive uma azul por 19 anos e acabei de vender .

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  21. Se alguém tiver alguma fender Sc na cor azul e preto com os logos southern cross e made in brazil intactos e a guitarra em boas condições de uso eu compro. Entre em contato comigo no meu Face: https://www.facebook.com/lukas.d.souza.58

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  22. galera queria saber se saiu alguma serie dessas guitarras com escala escura valeu .

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  23. Galera eu vi uma branca na Theodoro Sampaio, porem segundo o post não existe Fender SC branca, realmente ñ teve nenhuma?

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  25. Acabei de adquirir a minha ontem e estou satisfeito. Foi uma oportunidade que caiu do céu pra mim, nem esperava. Eu já tinha vontade de comprar uma, porém, achava que não seria tão cedo. Já havia lido sobre essa guitarra antes e agora que tenho uma venho fuçando tudo o que posso, fiquei ainda mais curioso. Uma dúvida que tenho sobre a captação dela: os captadores que equipam essa guitarra são os mesmo usados nas fender mexicanas da época?

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  26. Tenho uma das 30 ''moscas brancas''(fender SC com captação americana.
    Foi toda customizada por um lutier muito foda lá de Cabo Frio, RJ, para ficar idêntica a black strat do Gilmour.
    Todos os arranhoes e marcas de uso nos exatos lugares da do Gilmour, chave seletora que permite ligar os 3 captadores ao mesmo tempo, que foi desenvolvido pelo próprio Gilmour, alavanca reduzida e trastes e tarraxas Gotoh.

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  27. boa noite galera tenho uma SC vermelho queria saber mais sobre essa madeira em sedro do corpo

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  28. boa noite galera tenho uma SC vermelho queria saber mais sobre essa madeira em sedro do corpo

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  29. Tenho uma de 1994, Squier Series. Como ela não tinha som tradicional de Fender, fui modificando e hoje só tem originais os potenciômetros e a chave de cinco posições. É minha guitarra principal, mesmo já tendo usado várias guitarras "melhores". Aqui, 100% dos sons são com ela: http://Soundcloud.com/Splippleman

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  30. Cara, tenho que confessar que sou um cara de sorte para instrumentos, tenho uma das poucas "moscas brancas" que ainda sobraram, e está impecável, do jeito que saiu da fábrica e 100% original! Com relação ao timbre é bem próximo ao da American Standard, se existe diferença só dá pra saber com a ajuda de algum instrumento mais sofisticado, no ouvido praticamente não percebi diferença!

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  33. Tenho uma ela é de 94 um timbre maravilhoso ela era preta com as bordas azuis mas com a pintura estava um pouco judiada acabei pintando ela da cor Creme,fiicou linda ,e é uma guitarra bem confortável de se tocar nela

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